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Quilovolts para Milivolts

Quilovolts para Milivolts

Converta kV em mV ao longo das seis décadas entre o terminal de alta tensão e o sinal de milivolts que a ponta de prova, o divisor ou o TP entrega ao seu osciloscópio.

Lendo um circuito de quilovolts como sinal de milivolts

De quilovolts para milivolts são seis décadas de salto — o maior vão desta família de conversores. Ninguém prende um instrumento direto num terminal de quilovolts: a grandeza chega ao osciloscópio, à placa de aquisição ou ao relé de proteção já rebaixada por uma ponta de prova de alta tensão, por um divisor resistivo ou por um transformador de potencial. O trabalho é não perder a vírgula entre o barramento e a tela.

Fator de conversão: 1 kV = 1.000.000 mV — multiplique por 106, ou ande com a vírgula seis casas para a direita. Um barramento de 24 kV são 24.000.000 mV; o secundário de 110 V que o representa é 0,11 kV = 110.000 mV.
Segurança em primeiro lugar: potenciais de quilovolts são letais. A IEC 61010-031 trata como parte viva perigosa qualquer valor acima de 30 V eficazes, 42,4 V de pico ou 60 V em corrente contínua. Meça apenas por meio de equipamento classificado para o nível e a categoria do circuito, sempre dentro dos procedimentos da NR-10 — nunca improvise um divisor com resistores comuns.

O que cada um dos dois números representa

A grandeza no primário

O valor em kV que existe no terminal — o que vai para o relatório de ensaio e para a folha de ajustes do relé.

O sinal já rebaixado

O que o estágio de entrada enxerga depois da divisão — volts, ou milivolts quando a relação é bem alta.

A relação no meio do caminho

Relação do divisor e conversão de unidade são contas separadas — misturar as duas faz dois fatores de mil se cancelarem sem ninguém perceber.

Andando seis casas com a vírgula

Seja a partir de uma placa no painel de manobra ou de uma forma de onda registrada na bancada, a sequência é a mesma:

1

Digite o valor em quilovolts

Informe a tensão do primário no campo de kV — 6,6, 13,8, 34,5. Vírgula e ponto funcionam como separador decimal e espaços são ignorados, então valores colados não precisam de limpeza.

2

Leia o equivalente em milivolts

O campo de mV se atualiza enquanto você digita, com os algarismos agrupados por espaços, para você contar as seis décadas em vez de confiar numa parede de zeros.

3

Aplique a relação à parte

Divida pela relação da ponta de prova, do divisor ou do transformador para chegar ao sinal que o instrumento realmente vê — e converta também esse valor se a faixa de entrada dele estiver em mV.

4

Copie só o número

O botão de copiar coloca apenas os algarismos na área de transferência — sem unidade e sem espaços — pronto para o relatório de ensaio ou para a planilha.

Fazendo o caminho de volta

Precisa partir do sinal registrado? Digite a leitura em milivolts no campo de mV e o campo de kV acompanha, ou use o botão de inverter unidades (↔) para deixar os milivolts como lado de entrada. Os dois menus de unidade têm busca e trazem as doze unidades de tensão, então uma saída de divisor que caia em volts ou microvolts fica a um clique.

Relações de divisão e o sinal que sobra na entrada

O fator de redução decide em qual unidade você acaba lendo: uma ponta de prova 100:1 deixa um sinal confortável na casa das dezenas de volts, enquanto um divisor muito acentuado alimentando uma entrada de 0–1 V empurra o mesmo primário para a casa das centenas de milivolts.

Elemento de medição Relação Tensão no primário Primário em mV Sinal no instrumento
Ponta de prova de AT 100:1 para osciloscópio 100:1 2,5 kV 2.500.000 mV 25 V = 25.000 mV
Ponta de prova de AT 1000:1 para osciloscópio 1000:1 20 kV 20.000.000 mV 20 V = 20.000 mV
Divisor resistivo, derivação bem acentuada 10.000:1 20 kV 20.000.000 mV 2 V = 2.000 mV
TP de distribuição, 11.000 : 110 V 100:1 11 kV 11.000.000 mV 110 V = 110.000 mV
TP de transmissão, 132.000 : 110 V 1200:1 132 kV 132.000.000 mV 110 V = 110.000 mV
Divisor para entrada de aquisição de 0–1 V 50.000:1 33 kV 33.000.000 mV 0,66 V = 660 mV

Repare nas duas linhas de transformador: uma linha de 132 kV e um alimentador de 11 kV entregam ao relé exatamente os mesmos 110 V. É esse o sentido de padronizar o secundário — o instrumento nunca precisa saber o nível do primário, apenas a relação de placa.

O que o conversor faz por esse tipo de trabalho

Entre por qualquer ponta da cadeia

Os dois campos aceitam entrada e ficam ligados ao vivo — comece pelo primário em kV ou pelos mV que o seu registrador gravou.

Valores limpos para o relatório

O botão de copiar de cada campo entrega só os algarismos, sem unidade nem espaços para apagar depois.

Notação científica nos extremos

A saída passa para a forma exponencial acima de 1010 ou abaixo de 10-6, então um valor de nível de impulso nunca vira uma fileira de zeros.

Qualquer estágio do divisor, não só kV e mV

Os menus com busca cobrem de GV até pV, mais abvolt e statvolt, para trocar para volts ou microvolts no meio do serviço.

Perguntas sobre medição em alta tensão

Quanto uma ponta de prova 1000:1 entrega com 20 kV na entrada?

Um milésimo da entrada: 20 kV viram 20 V, que são 20.000 mV — divisão simples, então 5 kV dão 5 V (5.000 mV). A relação marcada e a relação calibrada de uma ponta podem diferir um pouco; pontas de precisão saem de fábrica com certificado informando o fator real, e é esse o valor a usar numa leitura rastreável.

Por que o secundário de um TP é padronizado em 110 V ou 120 V?

Para que medidores, relés e transdutores sejam construídos para uma única faixa de entrada, qualquer que seja o primário. Sistemas de tradição IEC usam 110 V (ou 110/√3 V para enrolamentos fase-neutro e em delta aberto); a linha IEEE/ANSI se concentra em 120 V, e no Brasil a ABNT NBR 6855 adota 115 V como secundário nominal do transformador de potencial indutivo. Um alimentador de 6,6 kV e uma linha de 132 kV entregam ao painel os mesmos 0,11 kV — 110.000 mV — só muda a relação de placa.

Por que ligar o instrumento muda o que o divisor indica?

Porque o instrumento passa a fazer parte do divisor. O braço de baixa é propositalmente de resistência alta, então uma entrada de osciloscópio de 1 MΩ em paralelo drena corrente suficiente para deslocar a relação e a leitura sai baixa; a capacitância do cabo faz o mesmo em frequências mais altas. Em transformadores isso se chama carga (burden) — um TP só mantém sua classe de exatidão (0,5, 1, 3) dentro do VA nominal, com valores preferenciais IEC de 10 a 500 VA.

Como ajustar a atenuação da ponta para o osciloscópio mostrar quilovolts reais?

Configure a relação de ponta do canal para o valor correspondente — 1000X para um divisor 1000:1. Pontas com anel de identificação informam isso sozinhas; uma ponta passiva de AT simples não informa, e um canal deixado em 1X mostra 20 V onde o circuito está em 20 kV: um erro de fator 1000 com cara de valor plausível. Confirme também se o canal está em 1 MΩ, e não em 50 Ω.

Que classificação de segurança uma ponta de prova de alta tensão precisa ter?

Duas ao mesmo tempo. A tensão máxima de trabalho tem de superar a do seu circuito, e os valores em corrente contínua e alternada são diferentes — uma ponta indicada para dezenas de kV em CC traz um valor eficaz menor em CA, e ambos caem com a frequência. A categoria de medição (CAT I a IV, conforme a IEC 61010-031 para conjuntos de ponta de prova portáteis) trata da energia de transitório naquele ponto da instalação: uma subestação exige categoria mais alta que uma fonte de bancada na mesma tensão.

kV
mV

Níveis de ponta, divisor e TP em milivolts

0,11 kV (secundário de TP)=110.000 mV
2,5 kV=2.500.000 mV
6,6 kV=6.600.000 mV
11 kV=11.000.000 mV
33 kV=33.000.000 mV
40 kV=40.000.000 mV

Quilovolt (kV)

Mil volts — a grandeza do primário, aquela que aparece na placa, no relatório de ensaio e na folha de ajustes do relé. Ela nunca é ligada direto ao instrumento; antes disso uma ponta de prova, um divisor ou um transformador de potencial a rebaixa.

Milivolt (mV)

Um milésimo de volt. É a unidade em que o estágio de entrada realmente trabalha quando há um divisor acentuado ou uma entrada de aquisição de faixa baixa, e a resolução em que deslocamento, ondulação e ruído do sinal rebaixado ficam visíveis.

Digite em qualquer um dos campos — informe o primário em kV ou o sinal registrado em mV e o outro lado acompanha ao vivo
O botão de copiar de cada campo devolve só os algarismos, prontos para colar no relatório de ensaio
Os dois menus de unidade têm busca e trazem as 12 unidades, então a saída de um divisor em V ou µV fica a uma seleção de distância
Tudo roda no seu navegador — nenhum valor de medição sai da página
Quer saber mais? Leia a documentação →
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