Do total mensal de tráfego de saída à taxa sustentada em gigabits
Fatura de entrega e contrato de capacidade quase nunca falam a mesma língua. O relatório de tráfego de uma CDN ou de um armazenamento de objetos conta o que saiu da borda em gigabytes, enquanto a porta, o compromisso de trânsito e a sessão de peering são todos vendidos em gigabits por segundo. Antes de dizer se um mês de saída justifica um compromisso maior — ou se você paga por capacidade que nunca encosta —, o volume precisa ser reescrito em bits.
É esse o trabalho desta página: pegar o número em GB do relatório de tráfego, transformá-lo em gigabits e deixar você decidir que taxa isso representa dentro da janela de faturamento.
Gb = GB × 8. Exemplo prático: 10.000 GB de saída num mês de 30 dias são 80.000 Gb. Distribuídos por igual pelos 2.592.000 segundos desse mês, dão cerca de 0,0309 Gbps de vazão sustentada.O que cada lado da conta está realmente medindo
Cobrança por volume (por GB)
Cobrança por taxa (percentil 95)
Compromissos e folga para picos
Como passar um relatório de tráfego pelo conversor
Informe o volume de saída faturado
Digite no campo da esquerda o total em gigabytes que veio no relatório de uso. Ele já está em GB, e a caixa aceita vírgula ou ponto como marca decimal e ignora os espaços colados junto com o valor.
Leia o equivalente em gigabits
O campo da direita se atualiza enquanto você digita. Totais grandes ganham um espaço entre os milhares para que um número de sete dígitos em gigabits continue legível, e qualquer coisa a partir de dez bilhões passa a notação científica em vez de vazar da tela.
Copie o número puro para o seu modelo de capacidade
O botão Copiar de cada campo põe o valor limpo na área de transferência — sem unidade, sem espaçamento —, então ele cai direto na célula da planilha onde você divide pelos segundos do período de faturamento. Pressionar Ctrl+C dentro do campo faz o mesmo.
Vá no sentido inverso quando o fornecedor cotar em bits
Os dois campos são editáveis, então dá para digitar à direita um valor em gigabits vindo de uma proposta e ler o volume em bytes à esquerda. Inverter unidades troca o par de uma vez, e a lista com busca de cada lado deixa passar para Gbps, GB/s, Tb ou TB quando a proposta mistura unidades de taxa com unidades de volume.
Volume mensal de saída e a banda que ele exige
A tabela leva um mês de tráfego pelas duas etapas: multiplique por 8 para obter gigabits e divida por 2.592.000 segundos para a taxa média num mês de 30 dias. A última coluna é a prova dos nove — tráfego de entrega real nunca é plano, e uma razão pico/média perto de 5:1 é uma premissa comum de planejamento para conteúdo de consumo com horário nobre à noite.
| Saída mensal | Gigabits transferidos | Taxa média (mês de 30 dias) | Porta implícita a 5:1 de pico/média |
|---|---|---|---|
| 1.000 GB (1 TB) | 8.000 Gb | 0,0031 Gbps | ~0,015 Gbps |
| 10.000 GB (10 TB) | 80.000 Gb | 0,0309 Gbps | ~0,154 Gbps |
| 50.000 GB (50 TB) | 400.000 Gb | 0,1543 Gbps | ~0,772 Gbps |
| 100.000 GB (100 TB) | 800.000 Gb | 0,3086 Gbps | ~1,54 Gbps |
| 500.000 GB (500 TB) | 4.000.000 Gb | 1,5432 Gbps | ~7,72 Gbps |
| 1.000.000 GB (1 PB) | 8.000.000 Gb | 3,0864 Gbps | ~15,4 Gbps |
Lida de baixo para cima, a tabela explica algo que surpreende quase todo mundo na primeira vez que modela isso: um petabyte por mês — uma conta de conteúdo respeitável — dá em média pouco mais de 3 Gbps. O que obriga a contratar uma porta de 10 Gbps raramente é o volume. É o formato da curva de demanda.
Unidades de taxa na mesma lista
As duas listas têm busca e trazem Gbps, MBps e as demais ao lado de GB e Gb comuns, então uma cotação por segundo e um total por mês podem ser normalizados numa página só.
Saída que a sua planilha aceita
Copiar um resultado devolve o número cru, sem unidade e sem separadores grudados, então o modelo de capacidade nunca precisa limpar formatação antes de dividir pelo período de faturamento.
Legível na escala de petabytes
Os milhares são separados por espaço e resultados muito grandes passam à forma exponencial, o que mantém um ano de saída agregada legível em vez de uma fileira ilegível de dígitos.
Números de previsão ficam na sua máquina
Valores de tráfego de um plano de lançamento não anunciado ou de uma proposta confidencial são convertidos localmente depois que a página carrega — nada do que você digita é transmitido.
Dúvidas sobre cobrança de banda
Por que minha fatura de CDN por GB conta uma história diferente da fatura de trânsito por percentil 95?
Elas medem coisas diferentes. A cobrança por GB soma cada byte entregue no mês, então o total acompanha o volume não importa como ele se distribuiu no tempo. Uma porta por percentil 95 fatura a taxa sustentada: amostras de cinco minutos são coletadas o mês inteiro, os 5% mais movimentados — cerca de 36 horas — são descartados, e a maior amostra restante define a cobrança. Um lançamento cheio de picos pode dobrar a conta por GB sem quase mexer no percentil, e um fluxo constante sempre ligado faz o oposto.
Quanta folga devo somar à média em Gbps que esta conversão produz?
A média é um piso, nunca um plano. Meça a sua própria razão pico/média com dados de interface de cinco minutos ao longo de um mês inteiro, porque ela varia muito conforme o público: um serviço de consumo em uma única região, com pico forte à noite, costuma ficar perto de 5:1, enquanto tráfego de API ou de atualização de software espalhado pelo mundo fica mais perto de 2:1. Aplique a razão medida sobre a média e deixe espaço em cima para o caso de falha, em que o tráfego de uma região cai nas portas de outra.
Um compromisso de 10 Gbps me dá direito a um número fixo de gigabytes por mês?
Não do jeito que uma franquia de dados dá. Um compromisso de taxa define o que você paga por capacidade, não uma cota de bytes, e o teto teórico de um enlace totalmente saturado é enorme: 10 Gbps × 2.592.000 s = 25.920.000 Gb, ou 3.240.000 GB num mês de 30 dias. Nenhum serviço real roda a porta no talo, então o que um compromisso compra de fato é o direito de estourar sem excedente. Converta antes de comparar propostas — um acordo por volume e um por taxa só ficam comparáveis quando o total em GB é expresso em bits.
Devo avaliar uma sessão de peering em gigabytes ou em gigabits?
Peering é cobrado por porta e por cross-connect, então a moeda de trabalho é bits por segundo — o que importa é quanto do seu pico sai do trânsito pago. O volume ainda responde à pergunta seguinte. Sabendo os GB por mês atribuíveis aos prefixos de um parceiro, converter para gigabits e dividir pelo período mostra se aquele tráfego é um fluxo constante que justifica uma porta permanente ou algo cheio de picos, melhor deixado no trânsito, onde o percentil perdoa os estouros.
Por que meus contadores de interface e meus gráficos de banda divergem por um fator de oito?
Porque os contadores SNMP e do kernel, como ifHCOutOctets, acumulam octetos — bytes —, enquanto a camada de gráficos, por convenção, desenha a utilização do enlace em bits por segundo para casar com a velocidade nominal da porta. Um painel ligado direto ao contador cru sem o ×8 vai desenhar todos os valores em um oitavo da verdade. Vale conferir o rótulo de unidade de qualquer painel caseiro de saída antes que os números dele entrem numa negociação de compromisso.
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